Estou triste. Muito triste.
Só a tristeza me leva a escrever.
Estou todo misturado.
Não sei o que fazer!
Não sei o que dizer!
Não sei o que pensar!
Quando eu penso que tudo vai bem!
Alguma coisa aparece no meu pensamento.
Tu dizes que estou doente.
Eu acredito!
Estou mesmo doente!
Esta tristeza invade meu peito!
Mas o problema não é a minha doença.
O grande problema é que te arrasto comigo!
Não tens culpa!
E se não tens culpa, deves ser poupada.
Este tormento é meu e só meu!
Tenho de sair deste buraco em que estou metido.
Mas a saída tem de ser ajudada!
Por isso eu preciso da tua ajuda cá fora.
Não me abandones neste momento.
Fica atenta! Muito atenta!!!
Carlos
A noite está fria.
Tenho corpo gelado.
Não sei como ainda existo.
Tanto que eu gostava
De escrever outras coisas,
Mas tu, musa traiçoeira, que me deixaste.
Abandonaste-me, quando eu
Mais precisava de ti.
Que vou eu fazer, sem a tua inspiração.
Ainda estou gelado.
O meu corpo não reage.
Outras pessoas passam,
E nem pensam o quanto eu sofro.
Fico uma noite a seguir á outra.
Utilizando o mesmo cartão como colchão.
Os mesmos panos como almofada.
Para cobrir, uma fina manta,
Que deixa passar o frio
Pelos buracos que já tem.
Mas musa minha,
Vem, eu preciso da tua ajuda.
Eu quero escrever.
Quero dizer a todo o mundo,
Que embora gelado,
Estou vivo, e bem vivo!
Carlos